Família Romanov

    Esses são os protagonistas dessa história real.Infelizmente eles podem ter partido,mas a história Romanov nunca será apagada.Enquanto nos lembrarmos,eles nunca morreram.

(da esquerda para direita:Maria,Alexandra,Alexei(em baixo),Tatiana e Olga(em cima),Nicolau e Anastasia)

Conteúdo da categoria vida longa aos Romanov

   Queria fazer uma menção de onde eu copiei alguns dos posts da categoria Vida longa aos Romanov.Creio que isso seja o certo a fazer,já que não os escrevi e também é um modo de reconhecer seus autores,agradecendo pelos conhecimentos que eles concedem a todas as pessoas interessadas nessa história.

  http://www.angelfire.com/mac/romanovmania/new3.html

 http://biogilde.wordpress.com/2009/04/28/genetica-comprova-identidade-de-irmaos-romanov/

 

O fim da lenda em 2007

     Quase 100 anos após da execução da família Romanov em 17 de Julho de 1918,o mistério da sobrevivência de Anastasia e Alexei termina.Leiam o artigo retirado do site  http://biogilde.wordpress.com/2009/04/28/genetica-comprova-identidade-de-irmaos-romanov/

Os Romanov foram os últimos de uma dinastia com mais de 300 anos.

O último mistério da família real russa esfumou-se. Testes genéticos confirmaram que as ossadas identificadas em 2007 pertencem aos dois filhos que faltavam encontrar do último czar da Rússia, Nicolau II. A investigação foi feita por uma equipa de várias nacionalidades e o artigo foi hoje publicado no site online da revista científica Public Library of Science ONE.

A família real Russa foi executada pelos bolcheviques depois da revolução de 1917, quando Nicolau II já tinha abdicado do trono. O czar, a mulher Alexandra, os cinco filhos: Maria, Tatiana, Anastasia, Olga e Alexei – o filho mais novo e herdeiro do trono – estavam nos montes Urais, em Iekaterinburg e foram executados a tiro a 17 de Julho de 1918, por um esquadrão na cave da casa de um comerciante.

O destino dos corpos manteve-se desconhecido durante as décadas seguintes, o que perpetuou a história de que alguns dos filhos teriam conseguido fugir, permitindo que várias pessoas alegassem ser os descendentes da família. Em 1970 foram descobertas as ossadas da família, mas o achado permaneceu escondido até à queda da União Soviética.

Só em 1991 é que as ossadas começaram a ser estudadas, mas os testes genéticos mostraram que os restos mortais só pertenciam ao casal e a três filhos, faltando encontrar Alexei e uma das quatro irmãs. Em 1998, os ossos foram enterrados na Catedral de S. Pedro e S. Paulo, em São Petersburgo, e a Igreja Ortodoxa Russa canonizou toda a família real, com o argumento de que tinham “passado grande sofrimento com abnegação, paciência e humildade”.

Durante quase dez anos manteve-se a dúvida sobre o que teria acontecido aos dois filhos do czar. Mas em 2007, a menos de 100 metros das primeiras ossadas, encontraram-se 44 ossos que seriam de dois indivíduos. As primeiras investigações revelaram que os ossos pertenciam a dois jovens, uma adolescente entre os 17 e os 19 anos e um rapaz entre os 12 e os 15 anos, o que correspondia a uma das irmãs (Anastasia ou Maria) e a Alexei. No entanto, desde 2007 que se esperava pelos testes genéticos para confirmar a verdadeira identidade.

Os testes compararam o ADN das ossadas dos dois indivíduos com o do resto da família e ainda com o ADN do irmão de Nicolau II, que morreu de tuberculose quando era jovem. Por outro lado, através de pequenas amostras, foram capazes de comparar o material cromossómico de toda a família com o ADN do sangue de Nicolau II, que ficou conservado numa camisa que usou em 29 de Abril de 1891, quando foi atacado por um polícia japonês, na cidade de Otsu. A camisa ficou na Rússia até aos nossos dias.

Os resultados foram perfeitos. “As provas genéticas são realmente arrebatadoras”, disse o norte-americano Michael Coble e primeiro autor do artigo, citado pelo jornal “Los Angeles Times”. A informação foi replicada independentemente noutros laboratórios e confirmou-se.

Em Maio, os responsáveis pelo estudo vão apresentar as provas à igreja Russa Ortodoxa. Os Romanov não tinham sido enterrados como realeza, e espera-se que a investigação comprove que o destino da família real está, para sempre, esclarecido.

O fim e um suposto recomeço

Da Execução à Exumação
Como já foi contado antes, os Romanovs foram assassinados no porão da casa Ipatiev, na madrugada de 17 de julho de 1918. Os corpos foram desfigurados com ácido e jogados numa mina. Com eles, foram também enterrados o cozinheiro Kharitonov, o empregado pessoal do czar, Sr. Trupp, a empregada da czarina, Sra. Damidova e o médico da família, Dr. Botkin. Durante oitenta anos os corpos ficaram enterrados todos juntos, empilhados, numa cova comum. Os ossos foram danificados, não só pelos golpes de baioneta no momento do crime, como também pela umidade do solo siberiano e pelo ácido utilizado para desfigurá-los. Quando os corpos foram desenterrados definitivamente em 1991 para serem identificados, houve uma grande controvérsia sobre suas identidades, apesar de toda a tecnologia utilizada. A discussão continua, apesar do funeral da família ter acontecido (os empregados foram enterrados junto com os patrões) em 1998 na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo.
Houve exaustivos exames dos restos mortais que estavam disponíveis. Dois corpos estavam faltando: o de Alexei e o de uma das meninas. Qual delas? A versão oficial, durante o funeral que foi transmitido para todo o mundo pela televisão, foi a de que o corpo da jovem que faltava era o da Grã-Duquesa Marie. Mas há discussões sobre isso. Neste capítulo, conto um pouco dos resultados dos exames feitos, dos esforços dos especialistas e das dúvidas que devem perturbar muita gente.
Havia, então, somente nove corpos. O comandante da casa Ipatiev, Yakov Yurovsky, deixou sua versão para a falta dos dois corpos: eles foram queimados perto da mina onde os outros tinham sido enterrados. Esta versão é muito suspeita. Por que queimar dois corpos separadamente e enterrar os outros nove? Não fazia sentido.
Para estudar os nove esqueletos encontrados, duas equipes se juntaram na tarefa: uma americana e outra russa.
Os esqueletos foram numerados de 1 a 9 e ambas as equipes concordaram logo sobre o seguinte: que o esqueleto n°1 era o da empregada da czarina, Ana Demidova; que o n°2 era do dr. Dotkin; o n°4 o do czar Nicholas; o n°7 da czarina Alexandra; o n°8 o do cozinheiro Kharitonov; e o n°9 do sr. Trupp, o valete do czar.
Como isso foi feito é muito complicado explicar, mas através dos estudos dos ossos, da arcada dentária e dos testes de DNA. Por exemplo, o esqueleto do czar foi reconhecido pela altura e idade na época da morte e também por causa de deformações causadas por contínua prática do hipismo. O czar realmente passava muitas horas na sela. Já, por exemplo, o sr. Trupp, seu camareiro, foi reconhecido por ser o homem mais velho do grupo, o que é detectado pela situação dos ossos. Ele tinha 61 anos quando morreu.
No entanto, no que diz respeito às grã – duquesas, a coisa foi muito diferente. As equipes apontaram o esqueleto n°3 como sendo o de Olga, que era a mais velha e a única que tinha a ossatura total desenvolvida, já como adulta. As outras duas geraram controvérsias. A equipe russa apontou o n°5 como Anastasia, mas o dr. Maples, da equipe americana, não aceitou a conclusão alegando que o esqueleto era de uma garota alta demais para ser Anastasia.
De fato, ambos os esqueletos restantes eram de jovens altas demais para serem a jovem grã – duquesa. Anastasia, como se comprova nas fotos em que aparece junto com a família, era muito menor do que suas irmãs. Tatiana era a mais alta, mas Maria era quase tão alta quanto ela, sendo pouca a diferença, o que poderia confundir os cientistas. Mesmo Olga, que era a mais baixa das três, não fazia tamanha diferença quanto Anastásia. Esta sim, era de estatura bem menor, o que não deixa de ser difícil de aceitar que seja ela o esqueleto n°5. Este poderia ser o de Maria.
Obs: O esqueleto desaparecido de Alexei não pôde causar qualquer especulação porque ele era o único filho homem do czar.

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